"Não existe vento favorável para quem não sabe onde deseja ir." Séneca
Efetivamente, quando não temos um destino, não sabemos para onde navegamos e, como tal, todos os ventos estão a desfavor, porque nenhum nos guia.
Barco sem rumo não sabe o que é vento favorável.
Quando não se sabe para onde se vai, quando não se sabe o que se quer, anda-se à deriva e não se sabe o vento que ajuda nem o que desajuda.
A definição de um destino na vida é, talvez, um dos aspetos mais importantes para uma vivência plena.
E essa definição não implica que não aceitemos o que a vida nos reserva. Temos mesmo de aceitar que a vida é um “estado de atividade incessante” e, como tal, imprevisível e incontrolável.
Só aceitando a vida tal como ela é somos capazes de preparar as ferramentas interiores que nos permitem lidar com as dificuldades que naturalmente surgem.
Só assim conseguimos viver e não sobreviver. Só quando olhamos para dentro de nós, podemos navegar até bom porto.
Isto é válido para cada um de nós, para um relacionamento amoroso, para as relações familiares e para as relações profissionais.
É fundamental ter uma visão clara e acolhedora.
Clara no sentido de facilmente percetível, que seja um guia do caminho que todos estão a seguir.
Acolhedora no sentido em que cada um se sinta parte integrante dessa visão de futuro, co-autor e co-criador desse futuro comum.
Construir essa visão e partilhar os “sonhos” de futuro é a única forma de verdadeiramente gerar a motivação, confiança e o grau de compromisso necessários para os desafios do dia-a-dia.
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